A tecnologia da informação expande-se em Fortaleza, desta vez, ampliando seu raio de ação para os espaços públicos como instrumento capaz de inibir a violência, mediante a pronta intervenção dos agentes públicos encarregados da segurança do cidadão e do patrimônio do Município. Dois projetos distintos, mas integrados nos propósitos, estão sendo implantados mirando o monitoramento das áreas de maior incidência de delitos e importância do patrimônio histórico.
O governo do Estado está investindo R$ 4,7 milhões na instalação de 76 câmeras de monitoramento, interligadas à central de controle existente na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), à semelhança do equipamento existente na Avenida Beira-Mar. A segurança pública passará a contar com recursos sofisticados de alta tecnologia e elevada potência na transmissão de dados. Serão 71 câmeras inteligentes, com visão computacional, e cinco móveis se revezando em áreas críticas, com alta densidade de crimes.
Todo esse sistema será controlado pela Ciops e apoiado pelo policiamento da Capital, através das equipes de pronta ação distribuídas pelas unidades da Polícia Militar e da Polícia Civil. O comando único facilita a intervenção imediata, na medida em que os fatos estejam sendo visualizados nas telas dos computadores. Elas serão úteis também para o controle do tráfego e para combater as infrações de trânsito.
O crescimento dos índices de violência urbana levou o governo a empregar o arsenal de recursos oferecidos pela tecnologia, selecionando para seu emprego as áreas onde as estatísticas apontam as maiores ocorrências de roubos, furtos, homicídios e outros crimes. Na primeira etapa, foram escolhidas as Avenidas Barão de Studart, Antônio Sales, Rui Barbosa, Senador Virgílio Távora e a Via Expressa. No segundo estágio, haverá a descentralização para os bairros mais violentos.
Para promover o ordenamento urbano, a Prefeitura de Fortaleza dispõe de R$ 880 mil do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Um dos projetos, também em fase de implantação, prevê a instalação desses equipamentos na via pública para resguardar o patrimônio público e proteger as pessoas. Assim, 32 câmeras irão exercer vigilância continuada no Centro da cidade, priorizando as Praças do Ferreira, José de Alencar, Castro Carreira, da Sé, do Carmo, General Tibúrcio, Coração de Jesus e Lagoinha.
Desse modo, a Prefeitura incorpora a Guarda Municipal, gerenciadora do monitoramento, ao esforço governamental para reduzir os índices de criminalidade, objetivo comum às três esferas de governo. A região central de Fortaleza registra o maior índice de utilização do espaço público por habitante, expondo-se, assim, à ação delituosa dos marginais.
Ademais, os monumentos históricos e artísticos carecem de medidas preventivas contra sua dilapidação, como ocorre agora. Atenção especial será dedicada ao Passeio Público, o centro de efervescência de outrora e um logradouro de expressivo valor histórico para a evolução da cidade. Essa junção de esforços para prevenir a violência, proteger o cidadão e ordenar a cidade representa um avanço na gestão pública.